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Tu já deves ter assistido algum episódio de House M.D.. Trata-se de um seriado que tem como protagonista Gregory House (Hugh Laurie), nefrologista e infectologista que comanda o Departamento de Medicina Diagnóstica do hospital universitário (fictício) de Princeton-Plainsboro.

MAUS OUVIDOS ME FALARAM que o personagem foi levemente inspirado em Sherlock Holmes. House conta com uma equipe de três Watsons. Um negro, um judeu e uma mulher. Greg só recebe pacientes cujo diagnóstico parece impossível de determinar, daí o qualificado estafe. Os esforços dos seus asseclas, contudo, nunca valem a pena. House descobre tudo sozinho, num simples estalo, quase sempre até os 36 minutos de cada episódios. Geralmente isto ocorre no momento em que bebe água e percebe que os copos descartáveis não são mais tão bons quanto antigamente. Ou que, sei lá, o outono desse ano está levemente mais frio que o do ano passado.

House teve um probleminha na perna há um tempo e optou por não tê-la amputada, o que o faz sofrer com dores. E isso também fez com que ele começasse a se portar como um completo imbecil pelo simples fato de… estar com dor. É, eu sei, é uma merda estar com dor.

Estar com dor deu o direito do Doutor Fantástico se aproveitar das situações em que um pobre leigo se encontra numa situação de extrema vulnerabilidade para utilizar seus conhecimentos em medicina e… humilhá-lo. Sério que você pensou que ele iria curá-los? Ele até o faz, é verdade, mas não sem antes se aproveitar da situação sofrível do paciente para humilhá-lo, humilhar a família e os demais médicos da sua equipe.

House não é um personagem possível. Na verdade até é. Médicos arrogantes são mais comuns do que a gente pode imaginar, é bem verdade, e o nosso desejo de esfolar cada um deles é absurdamente proporcional. Afinal de contas, não vemos tanta graça em sermos humilhados por alguém que está sendo pago pra fazer o seu trabalho. Aproveitar-se de uma posição de vantagem  para humilhar alguém já é vergonhoso o suficiente. Em se tratando da relação medico-paciente, dada a vulnerabilidade do último, pior ainda.

O seriado é bem medíocre. De medíocre pra baixo, na verdade. E ainda tem gente – pasmem! – que adora se identificar com o protagonista. Quer gostar de House M.D.? À vontade. E isso, de fato, nem precisa ser justificado. Mas se for fazê-lo, gafanhoto, não diga que é porque você se identifica com o doutor.

É que assim, se você não for um médico genial, a única coisa que sobrará é o seu atestado de imbecilidade.

Olá, meus caros. Eu estou de volta. Trago comigo a resenha de um fantástico episódio do melhor seriado de todos os tempos, lá no Movimento Seinfeld. Pra quem não conhece, o Movimento foi criado pelo amigo Seu Felipe para que os fãs da série revisitassem toda a obra, episódio por episódio. Quem tá vendo pela primeira vez também é bem-vindo: é só assistir o episódio e participar da brincadeira ali nos comentários. Além do The Outing, já participei com o The Wallet. Vai lá também.

E pra completar, o blog tá com um layout novo. Se tu tá recebendo esse texto pelo rss, dá uma clicada e manda um feedback. Ou não. E é isso, tudo misturado num só post, informação jogada e arquivos deletados. Vamo nessa.