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Ashton Kutcher, Kaká e outros começaram uma campanha contra a prostituição. Quanto à profissão – a mais antiga do mundo, dizem os especialistas -, nada contra. Quem quer que alugue o que é seu. Eu alugo meu cérebro, minha capacidade técnica. Você aluga sua força. O outro aluga sua voz. A mulher ou o homem alugam seus órgãos reprodutores e fim de papo. Compreensível a campanha, dadas as convicções morais dos rapazes. Ou o contexto. Os dois são bonitos, não vamos negar. Um tá comendo a Demi Moore e o outro pode ser casado, mas é jogador de futebol e isso é o suficiente para atraírem um MENU dos mais variados. Daí fica fácil estufar o peito e dizer que homens de verdade não pagam por mulheres. E dá pra entender também porque alguns – abusados da plêiade de mulheres à disposição – resolvem pagar por algo DIFERENCIADO (Ronaldo, estou falando com você).

Me vem à cabeça o caso da Megan Fox. É aceitável que tu aches a mulher mais sensacional do mundo quando ela aparece de surpresa, no meio do teu inenarrável filme sobre carros que viram robôs.

Já comentei inúmeras vezes da chatice que são os ateus praticantes. Estes ateus fanáticos, que praticam religiosamente a não-religião, conseguem ser tão ou mais engraçados que os próprios crentes. Essa eterna insistência em bradar aos quatro cantos que não existe um deus é bem similar aos gritos dos que crêem e que tentam te convencer a encontrar o caminho da fé.

Sabe quando tu diz que não acredita que exista uma força superior e aquele seu amigo crente diz que tu ainda precisas crescer espiritualmente? É a mesma coisa que os ateus fazem. Pelo menos em regra: costumam se sentir superiores por não acreditarem em amigos imaginários e mais superiores ainda ao encontrarem uma contradição na bíblia, livro que lêem mais rigorosamente do que qualquer crente.

Como se não bastasse a peculiar arrogância e os brados de superioridade, os ateus agora querem ser considerados os novos oprimidos. Se acham discriminados, como gays e negros, protestam pelo seu direito de não crer (como se este fosse violentamente reprimido diariamente) e acreditam – pasmem! – que a grande mídia (argh!) tem “medo” de pronunciar A PALAVRA. Com o devido perdão por mencionar o rapaz… Pelo amor de Deus, amigos!

Olha isso:

E o complemento:

É mole?

Parece que é uma onda súbita de vergonha que atinge a classe trabalhadora desse país. Ninguém quer ter a profissão que realmente tem. Pera, reformulando. Porque não querer ter a profissão que tem é comum até demais, desde que você não seja o Eike Batista. O que as pessoas não querem é que a profissão que elas têm sejam chamadas pelos… seus respectivos nomes.

Se tu vais numa agência de turismo, o rapaz te entrega um cartão profissional com a devida identificação: consultor de vendas. Claro. É que ele vai te prestar uma consulta que será fundamental para a compra daquele pacote para Punta Cana. Na imobiliária, todos são consultores imobiliários. Sabe quando você compra aquele apartamento fantástico? Não foi na mão de um corretor.  Tu seguiste o conselho do maravilhoso consultor. A comissão dele, é claro, não passa de uma contrapartida às geniais consultas respondidas com pareceres bem fundamentados em termos como “frente para o poente”, “excelente ventilação” e “vista permanente para o mar”.

No salão já não há mais cabeleireiros. Temos hair stylists e designer de sobrancelhas. Afora o uso desnecessário do inglês no primeiro caso, tem coisa mais ridícula que tentar reafirmar a importância da profissão mudando o nome pelo qual é conhecida? Caso similar é o dos analistas de social media, que se já não fosse um cargo sofrível em si mesmo, ainda tinha que ganhar essa nova denominação cafoníssima. Blogs não tem mais “donos”, tem editores. Quem escreve não é mais blogueiro, é colunista. E aquele post patrocinado é publieditorial, que das denominações alternativas parece ser a mais babaca de todas. E por aí vai…

Minha postura diante disso não poderia ser outra: continuo chamando pelo nome que a pessoa não gostaria de ser chamada. Dia desses, nas Lojas Americanas, encostei na  área de eletrônicos, fucei uns três televisores por conta própria e fiz a minha escolha. Olhei ao redor, não havia ninguém para amparar este lawyer carente de televisão. Acenei para o rapaz engravatado, que certamente ocupava um cargo mais alto que os demais, e ele prontamente me atendeu.

- Não tem nenhum vendedor aqui? – perguntei já UTQ irritado, até.

- Nós não temos vendedores, senhor… – responde o engravatado com uma certa grosseria.

- Então isso quer dizer que não vou poder compr… – ele interrompe.

- …nós temos atendentes.

- Então vai lá, chama um vendedor pra mim porque tô com pressa. – respondi.

Como todo pobre que se preze, comecei a jogar na Mega Sena. São 6 dezenas e probabilidade de ganhar é de uma em cinquenta milhões. Ou seja, já estou rico.

Agora vai uma super dica pra quem tá saindo de casa hoje e tem certeza de que vai ganhar, mas não vai ganhar sozinho: aposte duas vezes nas mesmas dezenas.

Explico. O prêmio é de 15 milhões. Você acerta as dezenas 4 8 15 16 23 42 e leva a bolada. Mas tu estás em Antares e tem um outro rapaz, em Cachoeira do Piriá, que também acertou estas dezenas obscuras. Vocês levam 7,5 mi cada. Que grande merda dividir o prêmio com um paraense, não é mesmo? É.

E aí a sacada mais genial desde a concepção do LHC: se tu apostares duas vezes na mesma dezena, tu podes levar 10 milhões e deixar o rapaz só com 5. Não é melhor assim? Acabas de pagar 2 reais por 2,5 milhões. Agora a explicação científica para o fenômeno: isto ocorre porque a Loteria paga para cada bilhete com as dezenas sorteadas.

Serão 3 bilhetes com as dezenas 4 8 15 16 23 42. O prêmio será de 1/3 para cada bilhete. No fim das contas, tu ficas com 2/3 (1/3 + 1/3, segundo minhas contas) e o terceiro vencedor só com… 1/3. Conforme aprendi no meu doutorado em matemática na Penn State University, 2/3 é o dobro de 1/3. Logo, 2/3 de 15 = 10 milhões e 1/3 de 15 = 5 milhões.

Parabéns, novo milionário.

Sem mais para o momento, coloco-me à disposição para eventuais esclarecimentos.

Acabei de receber um comunicado da Maze de que a linha Star Wars da Adidas já começou a ser vendida. Sneakers e algumas camisetas. Tem o do Luke Skywalker (R$400,00), o do Darth Vader (R$ 599,00) e o dos Stormtroopers (R$ 380,00). As camisetas são R$ 123,90 (a branca) e R$ 139,90 (a preta).

A Maze fica na Augusta, n. 2500. Contato:

UPDATE

Coloquei fotos dos outros modelos e das duas camisetas. Clica pra continuar lendo que elas aparecem.

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