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	<title>fora de órbita &#187; Roberto</title>
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		<title>o fator contexto</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 01:13:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ashton Kutcher, Kaká e outros começaram uma campanha contra a prostituição. Quanto à profissão &#8211; a mais antiga do mundo, dizem os especialistas -, nada contra. Quem quer que alugue o que é seu. Eu alugo meu cérebro, minha capacidade técnica. Você aluga sua força. O outro aluga sua voz. A mulher ou o homem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ashton Kutcher, Kaká e outros começaram uma campanha contra a prostituição. Quanto à profissão &#8211; a mais antiga do mundo, dizem os especialistas -, nada contra. Quem quer que alugue o que é seu. Eu alugo meu cérebro, minha capacidade técnica. Você aluga sua força. O outro aluga sua voz. A mulher ou o homem alugam seus órgãos reprodutores e fim de papo. Compreensível a campanha, dadas as convicções morais dos rapazes. Ou o contexto. Os dois são bonitos, não vamos negar. Um tá comendo a Demi Moore e o outro pode ser casado, mas é jogador de futebol e isso é o suficiente para atraírem um MENU dos mais variados. Daí fica fácil estufar o peito e dizer que homens de verdade não pagam por mulheres. E dá pra entender também porque alguns &#8211; abusados da plêiade de mulheres à disposição &#8211; resolvem pagar por algo DIFERENCIADO (Ronaldo, estou falando com você).</p>
<p style="text-align: justify;">Me vem à cabeça o caso da <a href="http://www.celebritysmackblog.com/wp-content/uploads/2010/05/100529NL1_FOX_B_GR__01.jpg">Megan Fox</a>. É aceitável que tu aches a mulher mais sensacional do mundo quando ela aparece de surpresa, no meio do teu inenarrável filme sobre carros que viram robôs.</p>
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		<title>das imoralidades entre quatro linhas</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 12:36:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ainda é incompreensível que no esporte bretão (dois clichês até agora) o gol de mão seja considerado a mais grave ofensa ao desporto. Numa prática onde os 22 jogadores empenham-se 90 minutos em dissimular, cavar faltas, puxar a camisa dos adversários, agredir gratuitamente, andar um pouquinho na barreira e cobrar laterais e faltas de lugares [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ainda é incompreensível que no esporte bretão (dois clichês até agora) o gol de mão seja considerado a mais grave ofensa ao desporto. Numa prática onde os 22 jogadores empenham-se 90 minutos em dissimular, cavar faltas, puxar a camisa dos adversários, agredir gratuitamente, andar um pouquinho na barreira e cobrar laterais e faltas de lugares indevidos &#8211; todas jogadas que podem resultar em tento &#8211; não soa razoável que a infração cometida com as mãos seja considerada mais feia do que encoxar a mãe no tanque. Quem, afinal de contas, foi o responsável por esta escala?</p>
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		<title>a saída hdmi mais cara do mercado</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jun 2010 18:40:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[mac mini]]></category>

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		<description><![CDATA[E aí que a Apple lançou o novo Mac Mini.
No Brasil, o modelo mais barato sai por módicos R$ 2.699,00. O Mac Mini é só aquela pequena sanduicheira. Pra que sirva pra alguma coisa além de peso de papel, você precisa de um monitor, um mouse e um teclado. Que saem por R$ 3,299,00 (24&#8243;), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">E aí que a Apple lançou o novo Mac Mini.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, o modelo mais barato sai por módicos R$ 2.699,00. O Mac Mini é só aquela pequena sanduicheira. Pra que sirva pra alguma coisa além de peso de papel, você precisa de um monitor, um mouse e um teclado. Que saem por R$ 3,299,00 (24&#8243;), R$ 229,00 e R$ 229,00 respectivamente. Um bando de nove, só pra dificultar a conta. No total, temos 6.456 realidades.</p>
<p style="text-align: justify;">Um iMac custa R$ 3.999,00.</p>
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		<title>do ufanismo em tempos de copa</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jun 2010 14:17:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[copa do mundo]]></category>
		<category><![CDATA[nacionalidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Em tempos de Copa, surge um certo nacionalismo exacerbado em determinados setores da sociedade. Nos âmbito dos mais espertos, tal não ocorre sem razão de ser: eles lucram com a copa. São emissoras como a Globo, que afirmam explicitamente que o seu esporte é torcer pelo Brasil, são estabelecimentos comerciais que ficam decorados com as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em tempos de Copa, surge um certo nacionalismo exacerbado em determinados setores da sociedade. Nos âmbito dos mais espertos, tal não ocorre sem razão de ser: eles lucram com a copa. São emissoras como a Globo, que afirmam explicitamente que o seu esporte é torcer pelo Brasil, são estabelecimentos comerciais que ficam decorados com as cafoníssimas bandeirolas e lojas que aproveitam o clima festivo para oferecem uma goleada de preços baixos. No âmbito dos imbecis, restam os que crêem que torcer por uma seleção de futebol é a mais pura expressão do patriotismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é preciso dizer que em ambos os casos isso é um saco. A cobertura jornalística, em sua maioria, vira uma grande palhaçada. Falo dela principalmente porque é a que tem o maior potencial de gerar idiotas: a prática do ufanismo gera a desinformação, que gera a reprodução das verdades produzidas pela imprensa &#8220;especializada&#8221;. E aí quem teve a sorte de nascer com dois neurônios a mais precisa pagar de chato e corrigir os incautos que crêem em qualquer coisa em nome da auto-vangloriação da pátria mãe.</p>
<p style="text-align: justify;">Dos &#8220;brasileiros naturalizados estrangeiros&#8221;. Essa nacionalidade híbrida, novidadeira, criada nas redações dos periódicos e nos programas de debate esportivo, talvez seja o exemplo mais simbólico dessa megalomania futebolística da &#8220;pátria de chuteiras&#8221;. É a mais pura representação da imbecilidade. Há uma necessidade tão grande de se autoafirmar, de cativar a empolgação do público, de vender o Brasil como maior potência futebolística do Globo, que os jornalistas nos enfiam goela abaixo um orgulho de ter um compatriota fazendo bonito por uma seleção rival.</p>
<p style="text-align: justify;">O exemplo mais recente foi o do &#8220;<a href="http://busca2.globo.com/Busca/g1/?query=brasileiro+naturalizado+alem%C3%A3o">brasileiro naturalizado alemão</a>&#8221; Cacau. Primeiro, intermináveis matérias com a família do &#8220;brasileiro naturalizado alemão&#8221; que vai defender a seleção germânica. Em seguida, as intermináveis entrevistas com o próprio &#8220;brasileiro naturalizado alemão&#8221;. Na narrativa da partida, a interminável repetição de que o &#8220;brasileiro naturalizado alemão&#8221; está no aquecimento, preparando-se para entrar. Por fim, o mais sonoro grito de gol da partida: o do genial &#8220;brasileiro naturalizado alemão&#8221;. Diabos! Vão ser babacas assim lá na puta que os pariu!</p>
<p style="text-align: justify;">Amigos jornalistas que repetem incessantemente, deixe-me vos lembrar de uma coisa: Cacau não é brasileiro. É alemão. Ao adquirir a cidadania alemã, lembrem-se de que ele abdicou da nacionalidade brasileira. Como determina, vejam só que absurdo!, a Constituição Federal. <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4024372,00.html">E ele não se orgulha tanto assim do Brasil como vocês se orgulham dele por aqui ter nascido</a>. E não se naturalizou alemão só para defender a DFB, como vocês também tem nos induzido a pensar.</p>
<p style="text-align: justify;">Várias outras vezes ainda vamos escutar nessa Copa do Mundo que o &#8220;brasileiro naturalizado estrangeiro&#8221; Fulano marcou um gol. Ou fez uma partidaça, sendo um orgulho para o Brasil. Na partida que acontece agora, entre Portugal e Costa do Marfim, já estou preparado pra escutar isso sobre pelo menos três jogadores. Só tomo cuidado na hora de passar tal informação adiante, quando dialogando com alguém que tenha algum senso crítico. Senão acabo fazendo papel de idiota. Você também.</p>
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		<title>religião: ateísmo</title>
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		<pubDate>Thu, 27 May 2010 15:34:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[religião]]></category>
		<category><![CDATA[ateísmo]]></category>
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		<description><![CDATA[Como todo e qualquer grupo social, o dos ateus é constituído essencialmente por dois tipos de pessoas: os gente fina e os babacas. Segundo as minhas contas, os babacas estão em maioria neste peculiar grupo. Nada contra a sua (falta de) crença. O problema está na maneira com a qual você se relaciona com ela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Como todo e qualquer grupo social, o dos ateus é constituído essencialmente por dois tipos de pessoas: os gente fina e os babacas. Segundo as minhas contas, os babacas estão em maioria neste peculiar grupo. Nada contra a sua (falta de) crença. O problema está na maneira com a qual você se relaciona com ela e com os demais que não comungam deste pensamento. Conseguem pensar em outra pessoa que age assim também? Pois é.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem uns ateus que são tão convictos que chegam a ser engraçados. Seja quando estão bradando, sempre em alto e bom tom e com a arrogância característica, a inexistência de um ser incognoscível, seja quando utilizam cada oportunidade da sua insignificante existência para reiterar a sua aversão a quaisquer eventos que tenham matizes religiosos.</p>
<p style="text-align: justify;">Vejam, são duas ocasiões bem distintas.  Na primeira, o amigo ateu faz questão de ressaltar que não acredita em Deus em toda e qualquer oportunidade. Uma maneira de se destacar, de se sentir superior, mesmo. É aquele imberbe ateu em começo de carreira, que quando a mãe manda um &#8220;vai com deus!&#8221; antes do moleque ir para a escola, ele vira e grita que não vai com deus porra nenhuma, já que ele não existe.</p>
<p style="text-align: justify;">Bueno, no segundo caso o ateu começa a boicotar todo e qualquer evento que tenha a menor conotação religiosa. Primeiro é no Natal, onde o ateu afirma categoricamente que não há que se celebrar nascimento de Cristo, não subsistindo, pois, razão para todo aquele banquete em família. Depois vem a páscoa, data em que o querido ateu se abstém de saborear deliciosos ovos de chocolate sob o argumento de que &#8220;a ciência não explica a ressurreição de ninguém!&#8221;. E por aí vai.</p>
<p style="text-align: justify;">Ah, meus queridos ateus praticantes. Vocês são tão insuportáveis quanto os religiosos. Sim, vocês são umas malas! Vejam, eu estou com vocês nessa: também acho antipática aquela tia que tenta me converter, aqueles pastores &#8220;pregando a palavra&#8221; na televisão, os templos religiosos empalando os meus tímpanos com aquela gritaria. Mas me sinto obrigado a questionar: se vocês não são religiosos, seus putos, porque em nome de Deus vocês não ficam quietos? Já não há gritaria sobre religião o suficiente no mundo? Pra que diabos gritar pela não-religião agora? Parem de tentar converter os outros ao ateísmo, de tentar demonstrar superioridade ao argumentar contra qualquer contradição bíblica, de invocar a ciência como mãe de todas as verdades, de seguir grandes líderes céticos, de pregarem a &#8220;não-palavra&#8221;. Até a intolerância às demais religiões vocês adotaram!</p>
<p style="text-align: justify;">Será que não seria possível administrar esse ateísmo com um pouquinho menos de religiosidade? Puta que pariu vocês.</p>
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		<title>os sabores e seus momentos</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 21:03:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Receitas da Itália Para a Sua Casa por Alessandro Segato. É o nome do fantástico mimo que o porteiro acaba de me entregar. Trata-se de um livrão de receitas que me foi enviado pelo Clube L&#8217;Único, da Fiat. Se liga na parada:

Para receber este e outros mimos, basta preencher os seguintes requisitos:
1) Constar na lista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>Receitas da Itália Para a Sua Casa</em> por Alessandro Segato. É o nome do fantástico mimo que o porteiro acaba de me entregar. Trata-se de um livrão de receitas que me foi enviado pelo Clube L&#8217;Único, da Fiat. Se liga na parada:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://foradeorbita.com/wp-content/uploads/2010/05/foto.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1065" title="foto" src="http://foradeorbita.com/wp-content/uploads/2010/05/foto.jpg" alt="" width="472" height="354" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Para receber este e outros mimos, basta preencher os seguintes requisitos:</p>
<p style="text-align: justify;">1) Constar na lista negra de alguma agência de publicidade especializada em SOCIAL MEDIA</p>
<p style="text-align: justify;">2) Média de 100 visitas diárias</p>
<p style="text-align: justify;">3) Pagerank menor ou igual a 3</p>
<p style="text-align: justify;">4) Média de tempo de permanência no site igual ou menor a 5 minutos</p>
<p style="text-align: justify;">5) Adquirir um Fiat 500 ou Fiat Linea na concessionária mais próxima</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://foradeorbita.com/wp-content/uploads/2010/05/foto-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1067" title="foto (1)" src="http://foradeorbita.com/wp-content/uploads/2010/05/foto-1.jpg" alt="" width="472" height="354" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Vou lá preparar minha insalatina tiepida di gamberoni. Como diria Aldo Reine, arrivederci!</p>
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		<title>dos que se identificam com house m.d.</title>
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		<pubDate>Mon, 10 May 2010 00:16:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[séries]]></category>
		<category><![CDATA[house m.d.]]></category>

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		<description><![CDATA[Tu já deves ter assistido algum episódio de House M.D.. Trata-se de um seriado que tem como protagonista Gregory House (Hugh Laurie), nefrologista e infectologista que comanda o Departamento de Medicina Diagnóstica do hospital universitário (fictício) de Princeton-Plainsboro.
MAUS OUVIDOS ME FALARAM que o personagem foi levemente inspirado em Sherlock Holmes. House conta com uma equipe de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Tu já deves ter assistido algum episódio de House M.D.. Trata-se de um seriado que tem como protagonista Gregory House (Hugh Laurie), nefrologista e infectologista que comanda o Departamento de Medicina Diagnóstica do hospital universitário (fictício) de Princeton-Plainsboro.</p>
<p style="text-align: justify;">MAUS OUVIDOS ME FALARAM que o personagem foi levemente inspirado em Sherlock Holmes. House conta com uma equipe de três Watsons. Um negro, um judeu e uma mulher. Greg só recebe pacientes cujo diagnóstico parece impossível de determinar, daí o qualificado estafe. Os esforços dos seus asseclas, contudo, nunca valem a pena. House descobre tudo sozinho, num simples estalo, quase sempre até os 36 minutos de cada episódios. Geralmente isto ocorre no momento em que bebe água e percebe que os copos descartáveis não são mais tão bons quanto antigamente. Ou que, sei lá, o outono desse ano está levemente mais frio que o do ano passado.</p>
<p class="pull-1"><img class="size-large wp-image-973 alignnone" title="house-md" src="http://foradeorbita.com/wp-content/uploads/2010/04/house-md-1024x640.jpg" alt="" width="623" height="389" /></p>
<p style="text-align: justify;">House teve um probleminha na perna há um tempo e optou por não tê-la amputada, o que o faz sofrer com dores. E isso também fez com que ele começasse a se portar como um completo imbecil pelo simples fato de&#8230; estar com dor. É, eu sei, é uma merda estar com dor.</p>
<p style="text-align: justify;">Estar com dor deu o direito do Doutor Fantástico se aproveitar das situações em que um pobre leigo se encontra numa situação de extrema vulnerabilidade para utilizar seus conhecimentos em medicina e&#8230; humilhá-lo. Sério que você pensou que ele iria curá-los? Ele até o faz, é verdade, mas não sem antes se aproveitar da situação sofrível do paciente para humilhá-lo, humilhar a família e os demais médicos da sua equipe.</p>
<p style="text-align: justify;">House não é um personagem possível. Na verdade até é. Médicos arrogantes são mais comuns do que a gente pode imaginar, é bem verdade, e o nosso desejo de esfolar cada um deles é absurdamente proporcional. Afinal de contas, não vemos tanta graça em sermos humilhados por alguém que está sendo pago pra fazer o seu trabalho. Aproveitar-se de uma posição de vantagem  para humilhar alguém já é vergonhoso o suficiente. Em se tratando da relação medico-paciente, dada a vulnerabilidade do último, pior ainda.</p>
<p style="text-align: justify;">O seriado é bem medíocre. De medíocre pra baixo, na verdade. E ainda tem gente &#8211; pasmem! &#8211; que adora se identificar com o protagonista. Quer gostar de House M.D.? À vontade. E isso, de fato, nem precisa ser justificado. Mas se for fazê-lo, gafanhoto, não diga que é porque você se identifica com o doutor.</p>
<p style="text-align: justify;">É que assim, se você não for um médico genial, a única coisa que sobrará é o seu atestado de imbecilidade.</p>
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		<title>dos novos oprimidos</title>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2010 14:43:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[ateísmo]]></category>
		<category><![CDATA[ateus]]></category>
		<category><![CDATA[pqp vcs]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>

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		<description><![CDATA[Já comentei inúmeras vezes da chatice que são os ateus praticantes. Estes ateus fanáticos, que praticam religiosamente a não-religião, conseguem ser tão ou mais engraçados que os próprios crentes. Essa eterna insistência em bradar aos quatro cantos que não existe um deus é bem similar aos gritos dos que crêem e que tentam te convencer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Já comentei inúmeras vezes da chatice que são os ateus praticantes. Estes ateus fanáticos, que praticam religiosamente a não-religião, conseguem ser tão ou mais engraçados que os próprios crentes. Essa eterna insistência em bradar aos quatro cantos que não existe um deus é bem similar aos gritos dos que crêem e que tentam te convencer a encontrar o caminho da fé.</p>
<p style="text-align: justify;">Sabe quando tu diz que não acredita que exista uma força superior e aquele seu amigo crente diz que tu ainda precisas crescer espiritualmente? É a mesma coisa que os ateus fazem. Pelo menos em regra: costumam se sentir superiores por não acreditarem em amigos imaginários e mais superiores ainda ao encontrarem uma contradição na bíblia, livro que lêem mais rigorosamente do que qualquer crente.</p>
<p style="text-align: justify;">Como se não bastasse a peculiar arrogância e os brados de superioridade, os ateus agora querem ser considerados os novos oprimidos. Se acham discriminados, como gays e negros, protestam pelo seu direito de não crer (como se este fosse violentamente reprimido diariamente) e acreditam &#8211; pasmem! &#8211; que a grande mídia (argh!) tem &#8220;medo&#8221; de pronunciar A PALAVRA. Com o devido perdão por mencionar o rapaz&#8230; Pelo amor de Deus, amigos!</p>
<p>Olha isso:</p>
<p><a href="http://foradeorbita.com/wp-content/uploads/2010/05/ateus1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1055" title="ateus1" src="http://foradeorbita.com/wp-content/uploads/2010/05/ateus1.jpg" alt="" width="500" height="226" /></a>E o complemento:</p>
<p><a href="http://foradeorbita.com/wp-content/uploads/2010/05/ateus2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1056" title="ateus2" src="http://foradeorbita.com/wp-content/uploads/2010/05/ateus2.jpg" alt="" width="500" height="224" /></a>É mole?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>dos eufemismos desnecessários</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 21:42:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[eufemismos]]></category>
		<category><![CDATA[profissões]]></category>

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		<description><![CDATA[Parece que é uma onda súbita de vergonha que atinge a classe trabalhadora desse país. Ninguém quer ter a profissão que realmente tem. Pera, reformulando. Porque não querer ter a profissão que tem é comum até demais, desde que você não seja o Eike Batista. O que as pessoas não querem é que a profissão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Parece que é uma onda súbita de vergonha que atinge a classe trabalhadora desse país. Ninguém quer ter a profissão que realmente tem. Pera, reformulando. Porque não querer ter a profissão que tem é comum até demais, desde que você não seja o Eike Batista. O que as pessoas não querem é que a profissão que elas têm sejam chamadas pelos&#8230; seus respectivos nomes.</p>
<p style="text-align: justify;">Se tu vais numa agência de turismo, o rapaz te entrega um cartão profissional com a devida identificação: <em>consultor de vendas</em>. Claro. É que ele vai te prestar uma consulta que será fundamental para a compra daquele pacote para Punta Cana. Na imobiliária, todos são <em>consultores imobiliários</em>. Sabe quando você compra aquele apartamento fantástico? Não foi na mão de um corretor.  Tu seguiste o conselho do maravilhoso consultor. A comissão dele, é claro, não passa de uma contrapartida às geniais consultas respondidas com pareceres bem fundamentados em termos como &#8220;frente para o poente&#8221;, &#8220;excelente ventilação&#8221; e &#8220;vista permanente para o mar&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">No salão já não há mais cabeleireiros. Temos <em>hair stylists </em>e designer de sobrancelhas. Afora o uso desnecessário do inglês no primeiro caso, tem coisa mais ridícula que tentar reafirmar a importância da profissão mudando o nome pelo qual é conhecida? Caso similar é o dos analistas de <em>social media,</em> que se já não fosse um cargo sofrível em si mesmo, ainda tinha que ganhar essa nova denominação cafoníssima. Blogs não tem mais &#8220;donos&#8221;, tem editores. Quem escreve não é mais blogueiro, é colunista. E aquele post patrocinado é publieditorial, que das denominações alternativas parece ser a mais babaca de todas. E por aí vai&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Minha postura diante disso não poderia ser outra: continuo chamando pelo nome que a pessoa não gostaria de ser chamada. Dia desses, nas Lojas Americanas, encostei na  área de eletrônicos, fucei uns três televisores por conta própria e fiz a minha escolha. Olhei ao redor, não havia ninguém para amparar este <em>lawyer </em>carente de televisão. Acenei para o rapaz engravatado, que certamente ocupava um cargo mais alto que os demais, e ele prontamente me atendeu.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>- Não tem nenhum vendedor aqui?</em> &#8211; perguntei já UTQ irritado, até.</p>
<p style="text-align: justify;">- Nós não temos vendedores, senhor&#8230; &#8211; responde o engravatado com uma certa grosseria.</p>
<p style="text-align: justify;">- Então isso quer dizer que não vou poder compr&#8230; &#8211; ele interrompe.</p>
<p style="text-align: justify;">- &#8230;nós temos atendentes.</p>
<p style="text-align: justify;">- Então vai lá, chama um vendedor pra mim porque tô com pressa. &#8211; respondi.</p>
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		<title>dos blogs nacionais de tecnologia</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Apr 2010 18:22:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[blogs]]></category>

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		<description><![CDATA[Os grandes blogueiros do Brasil se acham por demais importantes. Acham que reinventaram a roda com aquela página virtual, que estão revolucionando o mundo das comunicações como o conhecemos, que merecem mais respeito e mais valor pelo árduo trabalho que desempenham.
Há um tempinho atrás, um dos grandes nomes desse mundinho escreveu um post reclamando que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Os grandes blogueiros do Brasil se acham por demais importantes. Acham que reinventaram a roda com aquela página virtual, que estão revolucionando o mundo das comunicações como o conhecemos, que merecem mais respeito e mais valor pelo árduo trabalho que desempenham.</p>
<p style="text-align: justify;">Há um tempinho atrás, um dos grandes nomes desse mundinho escreveu um post reclamando que os blogs não eram valorizados aqui no Brasil. Afirmava, ainda, que enquanto o Engadget cobria a CES em Vegas com um verdadeiro QG, aqui os blogueiros gastariam mais pra cobrir o evento do que receberiam em retorno.</p>
<p style="text-align: justify;">E isso é verdade, o coitado está coberto de razão. Os blogs nacionais de tecnologia não são valorizados. Mas não o são porque &#8220;quem não os valoriza é burro&#8221;. Não são valorizados porque não merecem todo esse valor, mesmo. Surpreendente, pra mim, que alguém consiga se sustentar com um desses blogs e isso é o máximo que se vai alcançar por aqui. Mais pés no chão. Quem tá pensando em enriquecer fazendo esse tipo de cobertura, pode começar a tirar o cavalinho da chuva. Não dá pra comparar com um Gizmodo ou um Engadget da vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-1029"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O nosso contexto é outro. Não existem grandes eventos nacionais de tecnologia (por favor, não me fale em Campus Party). Não existem grandes lançamentos ou uma grande indústria de tecnologia que possibilitem uma cobertura in loco, furos sensacionais, etc. Como lembrou o Fabio Rex, um blog nacional de tecnologia não daria o furo do Gizmodo com o protótipo do iPhone porque  tirar cinco mil dólares do orçamento seria quebrar.</p>
<p style="text-align: justify;">Um outro problema &#8211; e isso fica a cargo exclusivamente da postura dos donos desses blogs &#8211; é a vergonhosa mania de somente traduzir notícias de grandes veículos. Atenção, estúpido: você reclama que não tem como cobrir a CES em Las Vegas, mas isso só acontece porque enquanto o Gizmodo o faz, você só traduz o trabalho dos caras para os leitores brasileiros.</p>
<p style="text-align: justify;">Leio porque sou entusiasta, não porque sou da área. Então dá um desconto, minha amostragem é pequena. Consigo ver dois blogs que se destacam em meio a essa onda de traduções: MeioBit e Tecnoblog. O primeiro, apesar de quase sempre tomar como ponto de partida uma notícia de outro veículo, disponibiliza algumas opiniões interessantes. Mas nada extraordinário. O Tecnoblog também possui textos bons, resenhas legais, algo diferente dessa onda de copy, paste and translate.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas tem aqueles que em 99% das oportunidades só conseguem traduzir outras notícias. Não os acho uma merda, não. Funcionam bem como um repositório de novidades, mas é algo que só dá pra ser valorizado por dois fatores: o bom gosto dos donos na seleção da &#8220;pauta&#8221; e o trabalho que tiveram em traduzir. Vocês não podem exigir mais! Alguns exemplos: Digital Drops, Byte Que Eu Gosto, Mac Magazine e Blog do iPhone. Não estou sendo injusto, olhem com os seus próprios olhos.</p>
<p style="text-align: justify;">(Abro até um parênteses &#8211; literalmente, vê só &#8211; pro Digital Drops, que recentemente ganhou o prêmio de melhor blog em língua portuguesa do The BOBs, na categoria escolha do público. Putz, cara, sério? Vocês acham que ele merece? Porque eu não.)</p>
<p style="text-align: justify;">Então, recentemente eu voltei a assinar os feeds daqueles dois últimos (MM e o do iPhone). Foi o suficiente pra me lembrar porque tinha parado de lê-los: as notícias duplicadas. Dá pra imaginar que eles contam com a mesma equipe de &#8220;colunistas&#8221;, né? Mas nem: é que a fonte deles é a mesma. Confiram, também. Tô sem saco de colocar os links das notícias duplicadas sobre a renderização em 3D do protótipo do iPhone, Woz sacaneando com a perda do protótipo, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso só tem me encorajado a fazer uma coisa: assinar direto na fonte. Por mim todo mundo faria isso, vai que os guris dos blogs se tocam e mudam de postura, né? Mudam porra nenhuma.</p>
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