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Ashton Kutcher, Kaká e outros começaram uma campanha contra a prostituição. Quanto à profissão – a mais antiga do mundo, dizem os especialistas -, nada contra. Quem quer que alugue o que é seu. Eu alugo meu cérebro, minha capacidade técnica. Você aluga sua força. O outro aluga sua voz. A mulher ou o homem alugam seus órgãos reprodutores e fim de papo. Compreensível a campanha, dadas as convicções morais dos rapazes. Ou o contexto. Os dois são bonitos, não vamos negar. Um tá comendo a Demi Moore e o outro pode ser casado, mas é jogador de futebol e isso é o suficiente para atraírem um MENU dos mais variados. Daí fica fácil estufar o peito e dizer que homens de verdade não pagam por mulheres. E dá pra entender também porque alguns – abusados da plêiade de mulheres à disposição – resolvem pagar por algo DIFERENCIADO (Ronaldo, estou falando com você).

Me vem à cabeça o caso da Megan Fox. É aceitável que tu aches a mulher mais sensacional do mundo quando ela aparece de surpresa, no meio do teu inenarrável filme sobre carros que viram robôs.

Ainda é incompreensível que no esporte bretão (dois clichês até agora) o gol de mão seja considerado a mais grave ofensa ao desporto. Numa prática onde os 22 jogadores empenham-se 90 minutos em dissimular, cavar faltas, puxar a camisa dos adversários, agredir gratuitamente, andar um pouquinho na barreira e cobrar laterais e faltas de lugares indevidos – todas jogadas que podem resultar em tento – não soa razoável que a infração cometida com as mãos seja considerada mais feia do que encoxar a mãe no tanque. Quem, afinal de contas, foi o responsável por esta escala?

E aí que a Apple lançou o novo Mac Mini.

No Brasil, o modelo mais barato sai por módicos R$ 2.699,00. O Mac Mini é só aquela pequena sanduicheira. Pra que sirva pra alguma coisa além de peso de papel, você precisa de um monitor, um mouse e um teclado. Que saem por R$ 3,299,00 (24″), R$ 229,00 e R$ 229,00 respectivamente. Um bando de nove, só pra dificultar a conta. No total, temos 6.456 realidades.

Um iMac custa R$ 3.999,00.

Em tempos de Copa, surge um certo nacionalismo exacerbado em determinados setores da sociedade. Nos âmbito dos mais espertos, tal não ocorre sem razão de ser: eles lucram com a copa. São emissoras como a Globo, que afirmam explicitamente que o seu esporte é torcer pelo Brasil, são estabelecimentos comerciais que ficam decorados com as cafoníssimas bandeirolas e lojas que aproveitam o clima festivo para oferecem uma goleada de preços baixos. No âmbito dos imbecis, restam os que crêem que torcer por uma seleção de futebol é a mais pura expressão do patriotismo.

Não é preciso dizer que em ambos os casos isso é um saco. A cobertura jornalística, em sua maioria, vira uma grande palhaçada. Falo dela principalmente porque é a que tem o maior potencial de gerar idiotas: a prática do ufanismo gera a desinformação, que gera a reprodução das verdades produzidas pela imprensa “especializada”. E aí quem teve a sorte de nascer com dois neurônios a mais precisa pagar de chato e corrigir os incautos que crêem em qualquer coisa em nome da auto-vangloriação da pátria mãe.

Dos “brasileiros naturalizados estrangeiros”. Essa nacionalidade híbrida, novidadeira, criada nas redações dos periódicos e nos programas de debate esportivo, talvez seja o exemplo mais simbólico dessa megalomania futebolística da “pátria de chuteiras”. É a mais pura representação da imbecilidade. Há uma necessidade tão grande de se autoafirmar, de cativar a empolgação do público, de vender o Brasil como maior potência futebolística do Globo, que os jornalistas nos enfiam goela abaixo um orgulho de ter um compatriota fazendo bonito por uma seleção rival.

O exemplo mais recente foi o do “brasileiro naturalizado alemão” Cacau. Primeiro, intermináveis matérias com a família do “brasileiro naturalizado alemão” que vai defender a seleção germânica. Em seguida, as intermináveis entrevistas com o próprio “brasileiro naturalizado alemão”. Na narrativa da partida, a interminável repetição de que o “brasileiro naturalizado alemão” está no aquecimento, preparando-se para entrar. Por fim, o mais sonoro grito de gol da partida: o do genial “brasileiro naturalizado alemão”. Diabos! Vão ser babacas assim lá na puta que os pariu!

Amigos jornalistas que repetem incessantemente, deixe-me vos lembrar de uma coisa: Cacau não é brasileiro. É alemão. Ao adquirir a cidadania alemã, lembrem-se de que ele abdicou da nacionalidade brasileira. Como determina, vejam só que absurdo!, a Constituição Federal. E ele não se orgulha tanto assim do Brasil como vocês se orgulham dele por aqui ter nascido. E não se naturalizou alemão só para defender a DFB, como vocês também tem nos induzido a pensar.

Várias outras vezes ainda vamos escutar nessa Copa do Mundo que o “brasileiro naturalizado estrangeiro” Fulano marcou um gol. Ou fez uma partidaça, sendo um orgulho para o Brasil. Na partida que acontece agora, entre Portugal e Costa do Marfim, já estou preparado pra escutar isso sobre pelo menos três jogadores. Só tomo cuidado na hora de passar tal informação adiante, quando dialogando com alguém que tenha algum senso crítico. Senão acabo fazendo papel de idiota. Você também.

Como todo e qualquer grupo social, o dos ateus é constituído essencialmente por dois tipos de pessoas: os gente fina e os babacas. Segundo as minhas contas, os babacas estão em maioria neste peculiar grupo. Nada contra a sua (falta de) crença. O problema está na maneira com a qual você se relaciona com ela e com os demais que não comungam deste pensamento. Conseguem pensar em outra pessoa que age assim também? Pois é.

Existem uns ateus que são tão convictos que chegam a ser engraçados. Seja quando estão bradando, sempre em alto e bom tom e com a arrogância característica, a inexistência de um ser incognoscível, seja quando utilizam cada oportunidade da sua insignificante existência para reiterar a sua aversão a quaisquer eventos que tenham matizes religiosos.

Vejam, são duas ocasiões bem distintas.  Na primeira, o amigo ateu faz questão de ressaltar que não acredita em Deus em toda e qualquer oportunidade. Uma maneira de se destacar, de se sentir superior, mesmo. É aquele imberbe ateu em começo de carreira, que quando a mãe manda um “vai com deus!” antes do moleque ir para a escola, ele vira e grita que não vai com deus porra nenhuma, já que ele não existe.

Bueno, no segundo caso o ateu começa a boicotar todo e qualquer evento que tenha a menor conotação religiosa. Primeiro é no Natal, onde o ateu afirma categoricamente que não há que se celebrar nascimento de Cristo, não subsistindo, pois, razão para todo aquele banquete em família. Depois vem a páscoa, data em que o querido ateu se abstém de saborear deliciosos ovos de chocolate sob o argumento de que “a ciência não explica a ressurreição de ninguém!”. E por aí vai.

Ah, meus queridos ateus praticantes. Vocês são tão insuportáveis quanto os religiosos. Sim, vocês são umas malas! Vejam, eu estou com vocês nessa: também acho antipática aquela tia que tenta me converter, aqueles pastores “pregando a palavra” na televisão, os templos religiosos empalando os meus tímpanos com aquela gritaria. Mas me sinto obrigado a questionar: se vocês não são religiosos, seus putos, porque em nome de Deus vocês não ficam quietos? Já não há gritaria sobre religião o suficiente no mundo? Pra que diabos gritar pela não-religião agora? Parem de tentar converter os outros ao ateísmo, de tentar demonstrar superioridade ao argumentar contra qualquer contradição bíblica, de invocar a ciência como mãe de todas as verdades, de seguir grandes líderes céticos, de pregarem a “não-palavra”. Até a intolerância às demais religiões vocês adotaram!

Será que não seria possível administrar esse ateísmo com um pouquinho menos de religiosidade? Puta que pariu vocês.