Ashton Kutcher, Kaká e outros começaram uma campanha contra a prostituição. Quanto à profissão – a mais antiga do mundo, dizem os especialistas -, nada contra. Quem quer que alugue o que é seu. Eu alugo meu cérebro, minha capacidade técnica. Você aluga sua força. O outro aluga sua voz. A mulher ou o homem alugam seus órgãos reprodutores e fim de papo. CompreensÃvel a campanha, dadas as convicções morais dos rapazes. Ou o contexto. Os dois são bonitos, não vamos negar. Um tá comendo a Demi Moore e o outro pode ser casado, mas é jogador de futebol e isso é o suficiente para atraÃrem um MENU dos mais variados. Daà fica fácil estufar o peito e dizer que homens de verdade não pagam por mulheres. E dá pra entender também porque alguns – abusados da plêiade de mulheres à disposição – resolvem pagar por algo DIFERENCIADO (Ronaldo, estou falando com você).
Me vem à cabeça o caso da Megan Fox. É aceitável que tu aches a mulher mais sensacional do mundo quando ela aparece de surpresa, no meio do teu inenarrável filme sobre carros que viram robôs.
Duas observações:
1. Fecho contigo na parte de que “quem quer que alugue o que é seu”. IMHO, muito mais prejudicial do que fazer sexo por dinheiro é deixar um sujeito socar sua cabeça durante 10 rounds de 3 minutos… e ninguém é contra lutas de boxe ou MMA.
2. As pessoas, de um modo geral, têm uma ideia equivocada sobre os motivos que levam um homem (ou mulher) a procurar uma prostituta (ou michê). O que se costuma pensar é que a pessoa paga por sexo porque não consegue sexo de graça.
Como alguém disse certa vez: “Homem não paga prostituta pelo sexo… paga é pra ela ir embora no dia seguinte e não encher o saco”.
Pensando sobre o prisma de quem quer “sexo” e não “se envolver emocionalmente para fazer amor”, faz sentido. Aliás, acho muito mais honesto o cara que simplesmente paga por sexo do que o sujeito que conhece uma menina, paga sorvete, leva no cinema, compra maçã do amor, manda flor, FAZ SEXO, e depois desaparece.