Arquivos por mês: maio, 2010

Como todo e qualquer grupo social, o dos ateus é constituído essencialmente por dois tipos de pessoas: os gente fina e os babacas. Segundo as minhas contas, os babacas estão em maioria neste peculiar grupo. Nada contra a sua (falta de) crença. O problema está na maneira com a qual você se relaciona com ela e com os demais que não comungam deste pensamento. Conseguem pensar em outra pessoa que age assim também? Pois é.

Existem uns ateus que são tão convictos que chegam a ser engraçados. Seja quando estão bradando, sempre em alto e bom tom e com a arrogância característica, a inexistência de um ser incognoscível, seja quando utilizam cada oportunidade da sua insignificante existência para reiterar a sua aversão a quaisquer eventos que tenham matizes religiosos.

Vejam, são duas ocasiões bem distintas.  Na primeira, o amigo ateu faz questão de ressaltar que não acredita em Deus em toda e qualquer oportunidade. Uma maneira de se destacar, de se sentir superior, mesmo. É aquele imberbe ateu em começo de carreira, que quando a mãe manda um “vai com deus!” antes do moleque ir para a escola, ele vira e grita que não vai com deus porra nenhuma, já que ele não existe.

Bueno, no segundo caso o ateu começa a boicotar todo e qualquer evento que tenha a menor conotação religiosa. Primeiro é no Natal, onde o ateu afirma categoricamente que não há que se celebrar nascimento de Cristo, não subsistindo, pois, razão para todo aquele banquete em família. Depois vem a páscoa, data em que o querido ateu se abstém de saborear deliciosos ovos de chocolate sob o argumento de que “a ciência não explica a ressurreição de ninguém!”. E por aí vai.

Ah, meus queridos ateus praticantes. Vocês são tão insuportáveis quanto os religiosos. Sim, vocês são umas malas! Vejam, eu estou com vocês nessa: também acho antipática aquela tia que tenta me converter, aqueles pastores “pregando a palavra” na televisão, os templos religiosos empalando os meus tímpanos com aquela gritaria. Mas me sinto obrigado a questionar: se vocês não são religiosos, seus putos, porque em nome de Deus vocês não ficam quietos? Já não há gritaria sobre religião o suficiente no mundo? Pra que diabos gritar pela não-religião agora? Parem de tentar converter os outros ao ateísmo, de tentar demonstrar superioridade ao argumentar contra qualquer contradição bíblica, de invocar a ciência como mãe de todas as verdades, de seguir grandes líderes céticos, de pregarem a “não-palavra”. Até a intolerância às demais religiões vocês adotaram!

Será que não seria possível administrar esse ateísmo com um pouquinho menos de religiosidade? Puta que pariu vocês.

Receitas da Itália Para a Sua Casa por Alessandro Segato. É o nome do fantástico mimo que o porteiro acaba de me entregar. Trata-se de um livrão de receitas que me foi enviado pelo Clube L’Único, da Fiat. Se liga na parada:

Para receber este e outros mimos, basta preencher os seguintes requisitos:

1) Constar na lista negra de alguma agência de publicidade especializada em SOCIAL MEDIA

2) Média de 100 visitas diárias

3) Pagerank menor ou igual a 3

4) Média de tempo de permanência no site igual ou menor a 5 minutos

5) Adquirir um Fiat 500 ou Fiat Linea na concessionária mais próxima

Vou lá preparar minha insalatina tiepida di gamberoni. Como diria Aldo Reine, arrivederci!

Tu já deves ter assistido algum episódio de House M.D.. Trata-se de um seriado que tem como protagonista Gregory House (Hugh Laurie), nefrologista e infectologista que comanda o Departamento de Medicina Diagnóstica do hospital universitário (fictício) de Princeton-Plainsboro.

MAUS OUVIDOS ME FALARAM que o personagem foi levemente inspirado em Sherlock Holmes. House conta com uma equipe de três Watsons. Um negro, um judeu e uma mulher. Greg só recebe pacientes cujo diagnóstico parece impossível de determinar, daí o qualificado estafe. Os esforços dos seus asseclas, contudo, nunca valem a pena. House descobre tudo sozinho, num simples estalo, quase sempre até os 36 minutos de cada episódios. Geralmente isto ocorre no momento em que bebe água e percebe que os copos descartáveis não são mais tão bons quanto antigamente. Ou que, sei lá, o outono desse ano está levemente mais frio que o do ano passado.

House teve um probleminha na perna há um tempo e optou por não tê-la amputada, o que o faz sofrer com dores. E isso também fez com que ele começasse a se portar como um completo imbecil pelo simples fato de… estar com dor. É, eu sei, é uma merda estar com dor.

Estar com dor deu o direito do Doutor Fantástico se aproveitar das situações em que um pobre leigo se encontra numa situação de extrema vulnerabilidade para utilizar seus conhecimentos em medicina e… humilhá-lo. Sério que você pensou que ele iria curá-los? Ele até o faz, é verdade, mas não sem antes se aproveitar da situação sofrível do paciente para humilhá-lo, humilhar a família e os demais médicos da sua equipe.

House não é um personagem possível. Na verdade até é. Médicos arrogantes são mais comuns do que a gente pode imaginar, é bem verdade, e o nosso desejo de esfolar cada um deles é absurdamente proporcional. Afinal de contas, não vemos tanta graça em sermos humilhados por alguém que está sendo pago pra fazer o seu trabalho. Aproveitar-se de uma posição de vantagem  para humilhar alguém já é vergonhoso o suficiente. Em se tratando da relação medico-paciente, dada a vulnerabilidade do último, pior ainda.

O seriado é bem medíocre. De medíocre pra baixo, na verdade. E ainda tem gente – pasmem! – que adora se identificar com o protagonista. Quer gostar de House M.D.? À vontade. E isso, de fato, nem precisa ser justificado. Mas se for fazê-lo, gafanhoto, não diga que é porque você se identifica com o doutor.

É que assim, se você não for um médico genial, a única coisa que sobrará é o seu atestado de imbecilidade.

Já comentei inúmeras vezes da chatice que são os ateus praticantes. Estes ateus fanáticos, que praticam religiosamente a não-religião, conseguem ser tão ou mais engraçados que os próprios crentes. Essa eterna insistência em bradar aos quatro cantos que não existe um deus é bem similar aos gritos dos que crêem e que tentam te convencer a encontrar o caminho da fé.

Sabe quando tu diz que não acredita que exista uma força superior e aquele seu amigo crente diz que tu ainda precisas crescer espiritualmente? É a mesma coisa que os ateus fazem. Pelo menos em regra: costumam se sentir superiores por não acreditarem em amigos imaginários e mais superiores ainda ao encontrarem uma contradição na bíblia, livro que lêem mais rigorosamente do que qualquer crente.

Como se não bastasse a peculiar arrogância e os brados de superioridade, os ateus agora querem ser considerados os novos oprimidos. Se acham discriminados, como gays e negros, protestam pelo seu direito de não crer (como se este fosse violentamente reprimido diariamente) e acreditam – pasmem! – que a grande mídia (argh!) tem “medo” de pronunciar A PALAVRA. Com o devido perdão por mencionar o rapaz… Pelo amor de Deus, amigos!

Olha isso:

E o complemento:

É mole?