Da sutil diferença entre stand-up comedy e comédia em pé

George Carlin

Rafinha Bastos

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Meu primeiro real

Eu me lembro como se fosse há 15 anos atrás. Era julho de 1994 e a primeira cédula de R$ 1,00 estava sendo produzida na Casa da Moeda. O povo estava em polvorosa, fazendo milhares de contas em suas calculadoras de camelô, pra saber quantos reais aquele monte de zeros do cruzeiro daria.

Não conheci muitas moedas, não soube o que era inflação. Eu não sabia nem o que era economia. Em 1994 eu ainda tava começando a virar gente. É o ano da minha infância que tenho algumas lembranças bem delineadas. Foi quando eu vi a morte um pouquinho mais de perto, no dia 1º de maio. Talvez aí eu tenha percebido o que é estar vivo. Também foi a primeira Copa do Mundo que acompanhei.

Pois bem, os telejornais alardeavam: a nova moeda do Brasil era o real. Que agora valerá a mesma coisa que o dólar! Que orgulho! Para os mais empolgados – e aqui eu lembro bastante dos meus vizinhos mais velhos que tinham os melhores bonecos de Cavaleiros do Zodíaco – a moeda do Brasil ia ser o dólar propriamente dito.

E foi em 1994 que eu trisquei em dinheiro, e foi logo numa notinha de um real. Depois de levar pra escola e mostrar a todos os amigos, eu voltei para a casa e fiz o investimento inicial que deu origem à minha fortuna: comprei alguns cromos numa mercearia perto do prédio e umas bolinhas (de futebol) de chocolate hidrogenado.

E tu? O que fez com a tua primeira notinha de um dólar?

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Dentre as homenagens, a melhor

Dos estúdios Maurício de Sousa, em primeira mão lá no twitter.

mj1Continuação: 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10.

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Seinfeld no Google Maps

Existem somente dois tipos de seriado: aqueles que você sente vontade de conhecer os lugares por onde passaram os personagens e aqueles em que os lugares são completamente indiferentes. Geralmente, no primeiro grupo, estão os seriados em que as tramas estão intrinsecamente ligadas à locação, enquanto no segundo, estão as tramas que se desenrolam em lugares indiferentes.

Exemplificando: eu gostaria muitíssimo de conhecer a casa da Família Dinossauro, mas não faço a menor questão de saber do hospital do House. Até eu, que não gosto de Friends, reconheceria e entraria no Central Perk (que fica em São Leopoldo), mas não faço a menor questão de saber onde ficam os motéis nos quais o Mr. Big comia a Carrie Bradshaw enquanto ela traía o Aidan. Manja?

Eis que o @seufelipe joga esse link formidável sobre a melhor série de todos os tempos:

seinfeld mapsDentro do site oficial da série, um mapa de New York com os principais lugares. Clicando no balãozinho amarelo, ele te traz um videozinho com uma cena no local especificado, além de mostrar, com a exatidão do Maps, exatamente onde ocorreu aquilo ali. Quer saber onde fica o Monks?

seinfeld maps 2Pronto, agora sim eu tenho o que fazer em NYC.

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Caetano ensina a Bob Dylan

Era fim dos anos 70, começo dos anos 80, e Bob Dylan passava bastante tempo curtindo sua casa e barco no Caribe. Naquelas, Bob aproveitou a temporada pelas ilhas caribenhas pra sugar um pouquinho da musicalidade daquele povo. O resultado foi Infidels, de 1983, permeado pelo folk caribenho (existe!) e algumas pitadas de reggae music.

Nessa época, Dylan aprofundou-se nas reflexões acerca do rastafarianismo, judaísmo e cristianismo. Jokerman está repleta de referências pop religiosas:

“Well, the Book of Leviticus and Deuteronomy

The law of the jungle and the sea are your only teachers.”

Quase dez anos depois, Caetano Veloso estava pensando no caso de Bob Dylan e resolveu mostrar pra ele como Jokerman sairia se ela tivesse sofrido influência da música brasileira e, principalmente, se Bob cantasse tão bem quanto o nosso baiano predileto:

Abs.

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