Eu me lembro como se fosse há 15 anos atrás. Era julho de 1994 e a primeira cédula de R$ 1,00 estava sendo produzida na Casa da Moeda. O povo estava em polvorosa, fazendo milhares de contas em suas calculadoras de camelô, pra saber quantos reais aquele monte de zeros do cruzeiro daria.
Não conheci muitas moedas, não soube o que era inflação. Eu não sabia nem o que era economia. Em 1994 eu ainda tava começando a virar gente. É o ano da minha infância que tenho algumas lembranças bem delineadas. Foi quando eu vi a morte um pouquinho mais de perto, no dia 1º de maio. Talvez aí eu tenha percebido o que é estar vivo. Também foi a primeira Copa do Mundo que acompanhei.
Pois bem, os telejornais alardeavam: a nova moeda do Brasil era o real. Que agora valerá a mesma coisa que o dólar! Que orgulho! Para os mais empolgados – e aqui eu lembro bastante dos meus vizinhos mais velhos que tinham os melhores bonecos de Cavaleiros do Zodíaco – a moeda do Brasil ia ser o dólar propriamente dito.
E foi em 1994 que eu trisquei em dinheiro, e foi logo numa notinha de um real. Depois de levar pra escola e mostrar a todos os amigos, eu voltei para a casa e fiz o investimento inicial que deu origem à minha fortuna: comprei alguns cromos numa mercearia perto do prédio e umas bolinhas (de futebol) de chocolate hidrogenado.
E tu? O que fez com a tua primeira notinha de um dólar?
Continuação:
Dentro do site oficial da série, um mapa de New York com os principais lugares. Clicando no balãozinho amarelo, ele te traz um videozinho com uma cena no local especificado, além de mostrar, com a exatidão do Maps, exatamente onde ocorreu aquilo ali. Quer saber onde fica o Monks?
Pronto, agora sim eu tenho o que fazer em NYC.



Da sutil diferença entre stand-up comedy e comédia em pé
George Carlin
Rafinha Bastos